5 de abril de 2013

✿ Capítulo 35 ~ The Love Always Wins

Pluma



     Para minha surpresa, não ouve nenhuma palavra ou sermão, ganhei apenas um sorriso da minha avó assim que olhei para ela. Passei batido pela sala indo em direção para as escadas, e depois para o meu quarto. 

     Depois daquele dia maravilhoso com Justin, eu já havia me esquecido que havia guardado todas as minhas coisas e tive que tirar a maioria das roupas para achar uma em que eu pudesse usar na festa da Caitlin. Assim que achei, desci para comunicar aos meu pais que eu iria para uma festa hoje a noite:
SuaMãe: Você só pode estar brincando.
SeuPai: Por mim tudo bem.
SeuNome: Isso é sério pai?
SuaAvó: Se valer, por mim também não tem problemas.
SuaMãe: Não, sem condições de eu deixar você sair hoje a noite, seu pai arranjou um voou para amanhã cedo! - As palavras foram como uma facada no meu coração.
SeuNome: Já ajeitei as minhas coisas e não vejo problema nenhum, porque a festa é na casa da Caitlin e eu posso muito bem dormir lá, vocês a conhecem. 
SuaMãe: Não, você não vai.
SeuPai: Já falei que por mim não tem problema.
SuaAvó: por mim também não, já disse.
SeuNome: Você perdeu. Dois contra uma.

     Subi as escadas com aquelas palavras ecoando na minha cabeça "um voou para amanhã cedo!", mal pude escutar minha mãe gritando as minhas costas. Segurei as lágrimas até chegar no meu quarto e ter certeza de que a porta estava trancada.

     Já enxergando tudo embaçado, devido as lágrimas, cai de joelhos e chorei ali mesmo, no chão do meu quarto, me sentindo sem rumo e sem alma, me sentindo ferida, com uma dor imensa no peito, que me sufocava. Era como se eu estivesse sendo espancada e sem nenhuma força para se quer me defender.

     Quando se tratava desse assunto, eu era outra pessoa, uma pessoa fraca, acabada. Que não era nada parecida comigo, forte e sorridente. Quando se trata do amor, o amor que eu sento pelo Justin, eu simplesmente não tenho mais forças pra lutar. Depois da conversa que tive com a minha mãe, sinto que fui vencida, mas eu fui vencida e não o meu amor. Esse amor é o amor que só se sente uma vez na vida, o amor verdadeiro, pensei.

    Depois de muito tempo ali no chão, deitava, me revirando de um lado para o outro, segurando os gritos que teimavam em sair, me dei conta que ainda tinha que me arrumar. Levantei secando as lágrimas, e fui no banheiro para lavar o rosto, cuidando para que ninguém na casa me visse naquele estado.

     De volta ao meu quarto, de tolha, depois de um longo banho que eu queria que tivesse lavado toda a minha dor, comecei a me arrumar. Sequei o cabelo e fiz cachos, passei todas as maquiagens de que eu tinha direito, penso que se for a última recordação que Justin vai ter de mim, que seja linda, aparentando estar feliz por baixo de todas essas peles, carnes e ossos.

     Não demorou para que Justin me telefonasse e avisasse que estava vindo, então coloquei meu salto e desci. Meu pai ficou me olhando por todo o percurso. Eu não sabia o que havia acontecido ali durante a tarde em que eu estivesse fora, mas meu pai era um novo homem, com a aparência de quinze anos mais novo, no mínimo e me olhava sorrindo.

     Enquanto eu escutava de meu pai de que eu estava linda, escutei minha mãe falar ao mesmo tempo de que eu não iria e que ela não sabia o que eu estava fazendo toda produzida. Olhei para ela e falei:
SeuNome: Mãe, você não vai me impedir de sair, e você sabe porque? Porque a senhora já está tirando o suficiente de mim, está arrancando a força de mim o cara que realmente me faz feliz, sem motivo algum. Está fazendo isso comigo porque o seu orgulho é maior do que você. Você está tentando me dar uma vida cheia de príncipes e castelos, mas já me perguntou ao menos se é isso o que eu quero mãe? Não. A senhora nem se preocupou em perguntar, você não quer saber como eu me sinto, você não quer saber o que eu quero, você não se importa com os meus pensamentos, tudo o que você acha é o suficiente, você não ouve ninguém. Não enxerga nada além do seu próprio umbigo.

      A campainha tocou e tive a certeza de que era Justin, me perguntei se ele talvez tivesse escutado algo do que eu disse. Olhei para a minha mãe que me fitava dos pés a cabeça, e logo em seguida para a minha avó que fingia estar fazendo algo para não ter que ouvir reclamações da minha mãe assim que eu saísse.

     Dei um beijo e um abraço no meu pai, e foi estranho porque, até algum tempo atrás eu não queria falar com ele. Pensei por um estante que ele talvez pudesse mudar a cabeça da minha mãe, mas naquele momento em que olhei em seus olhos e falei que estava indo, percebi que eu havia ferido seu orgulho e nada a impediria de me levar para bem longe daquele lugar.

     Uma vez lá fora, vi Justin encostado no seu carro, e me senti em um filme. Atrás de mim meu pai deu um pequeno aceno para Justin dizendo:
SeuPai: Cuide bem da minha filha, garoto.
Justin: O senhor pode ter certeza que não deixarei nada acontecer com ela.
SeuPai: E vá devagar com esse carro.
Justin: Eu irei.

     Justin sorriu para o meu pai e depois para mim, abriu a porta do carro para que eu entrasse. Pude perceber que meu pai estava na porta olhando, porque a luz não havia diminuído.
Justin: Como você está meu amor?
SeuNome: Me sentindo leve como uma pluma.

     Justin não entendeu o que eu falei, mas eu me referia as coisas que havia dito a minha mãe, além de não me sentir mais sufocada como antes, havia deixado uma tonelada de tristeza que me consumia, no meio da sala da minha avó.

     Meu pai fechou a porta e Justin deu partida no carro, nós nos entre olhamos, Justin olhou para as minhas pernas que estavam bastante a mostra, por culpa do meu vestido, que subiu de mais quando me sentei no banco do carro.
Justin: Vocês está linda. - Disse ele me lançando um sorriso malicioso, com o canto da boca.
SeuNome: Obrigada, mas se alguém merece elogios aqui é você. Caprichou no cabelo e ah... eu amo esse perfume.
Justin: Eu sei por isso mesmo passei ele. - Que pegou na minha mão e a beijou com carinho, enquanto esperávamos a sinaleira abrir.

     Não demorou muito para que chegássemos a casa da Caitlin. Havia muitas pessoas ali, dividas em pequenos grupos no jardim e muitos carros estacionados dos dois lados da rua. Ouvi a música alta e vi luzes coloridas saiam pelas janelas, aquilo não parecia uma casa normal como as outras, e sim uma boate literalmente.

     Justin estacionou logo atrás de uma fileira de uns seis carros. Abri a porta, e antes de sair do carro comecei a arrumar o meu vestido, não queria que minha calcinha aparecesse, e vi a sombra do Justin que dava a volta no carro para me ajudar a sair.

     Ele pegou na minha mão, sorrindo, e nos dirigimos a casa de mãos dadas. Justin cumprimentou alguns garotos que estavam junto de algumas meninas, que aparentavam já ter bebido várias. Lá dentro muitas pessoas dançavam com copos nas mãos, parei por alguns minutos perto da porta e procurei pela Caitlin, que dançava loucamente junto de outras garotas.

     Fui até ela e perguntei aonde eu poderia pegar algum drinque, ela apontou para a mesa da cozinha que estava cheia de garrafas e copos em cima, Justin veio comigo e disse que ele não beberia hoje. Então peguei um pouco só para mim e partimos para a sala da casa, que hoje era uma pista de dança.

    Bebi um pouco, mas não fiquei bêbada não queria que Justin se lembrasse de mim assim. Depois de muitas horas de pura festa e de muitos beijos, eu estava acaba e meu salto estava me matando. Comuniquei para Justin que eu queria ir embora, me despedi dos amigos e quando entramos no carro disse para Justin que me levasse a qualquer lugar menos para casa:
Justin: A gente podia ir para a minha casa, meus avós e minha mãe foram visitar alguns parentes, por tanto não dormiram lá hoje.
SeuNome: Pode ser. - Falei pegando o meu celular e ligando para a minha avó, e deixei que ela mesmo lidasse com os meus pais.

    Prometi que chegaria em casa cedo, falei de um jeito que minha avó entendesse o recado. Eu deveria estar em casa antes que meus pais saíssem para ir para o aeroporto, não queria mais problemas e Justin não poderia desconfiar de nada.

     Me perguntei se aquilo estava certo, não contar nada a Justin seria a coisa certa a se estar fazendo?

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Como eu havia prometido, aqui está outro capítulo. Vem!

4 de abril de 2013

✿ Capítulo 34 ~ The Love Always Wins

Recordações



     Em poucos minutos estávamos na casa dos avós do Justin, aonde ele me levou no primeiro dia que ficamos juntos. Pedi pra ele estacionar de frente pra paisagem, então sai do carro e sentei no capô me encostando no para-brisa.

      Ele não se mexeu, ficou me olhando com uma cara de idiota, então falei:
SeuNome: Vem logo!

       Me olhando e sorrindo ele saiu do carro e sentou do meu lado.
SeuNome: Sabe, eu sempre quis fazer isso.
Justin: Sentar no capô do meu carro e ficar olhando para o nada?
SeuNome: Sim, mas na verdade não era exatamente no capô do seu carro, mas era isso.
Justin: Mas daqui pra frente vai ser sempre no capô do meu carro, porque eu não vou te largar nunca mais.

    Trocamos sorrisos e nos beijamos carinhosamente. Me aconcheguei no ombro dele e fiquei por um longo tempo sem falar nada, apenas recordando que eu teria que o deixar, então para não chorar, resolvi começar a tirar fotos. Modéstia a parte, eu e o Justin ficamos lindos juntos.
SeuNome: Como você consegue sair lindo em todas as fotos?
Justin: Eu não sei, eu não sai lindo em todas. Essa aqui por exemplo, estou ridículo.
SeuNome: Não está não, você está lindo em todas.
Justin: Você que fica linda em todas, e ah, eu quero algumas dessas fotos pra mim, ok?
SeuNome: No final do dia quero que fique com todas elas.
Justin: Mas como assim? E você não vai ficar com nenhuma? E se acontecer alguma coisa, como é que você vai lembrar de mim?

     Aquelas palavras foram como um soco no meu estômago. Eu não consegui responder no momento e então deitei no ombro dele pensando em como eu iria rebater aquilo sem falar nada que pudesse o magoar.
SeuNome: Eu quero que fique com todas elas, é só isso. E se acontecer alguma coisa, pode ter certeza que me lembrarei de cada dia, de cada momento detalhadamente que passei com você, Justin.

     Antes que ele pudesse fazer mais perguntas que eu não queria responder, convidei-o para entrar na casa dando a desculpa que estava ficando frio.

     Ao entrar na casa, em questão de segundos, todos os momentos que eu passei com justin ali, passaram diante dos meu olhos e eu tive que respirar fundo para não chorar. Lá fora, uma chuva fina começou a cair, molhando lentamente as janelas de vidro daquele pequeno lugar que me fazia recordar coisas tão boas.

     Ouvi Justin dizer que ia lá fora, não prestei muita a atenção, mas achei ter ouvido que ia fechar os vidros do carro. Talvez fosse isso mesmo.

     Aproveitei que Justin havia saído e fui até o quarto, aonde eu havia dormido com Justin algum tempo atrás. Estava arrumada com uma colcha branca de seda e travesseiros que aparentavam ser de pena.

     Escutei passos atrás de mim e sem dar tempo de me virar, Justin me agarrou pela cintura e se jogou na cama abraçado comigo. Fiquei por cima dele, e sem entender muito o que estava acontecendo cai na risada sussurrando no ouvido dele que ele realmente era um idiota, em seguida, o beijei.

     Saí de cima dele, sentando na berrada da cama e falei:
SeuNome: Bons momentos aqui, não é?
Justin: E como.

     Fui puxada novamente pela cintura, mas aproveitei a situação e me joguei para trás, o que fez a cama balançar um pouco, Justin havia feito o mesmo e olhávamos os dois para o teto. Fechei os olhos e senti que Justin estava me observando e sorrindo pra mim, ele disse:
Justin: Posso saber no que você está pensando?
SeuNome: Na verdade em nada. Eu apenas fechei os olhos e deixei minha mente se esvaziar dos problemas.
Justin: Problemas?
SeuNome: Meu pai e minha mãe querendo me arrancar de você. - Justin me olhou assustado, então prossegui. - Sim Justin, é isso que eles querem... bom, pelo menos a minha mãe, tive uma conversa horrível com ela antes e ela não quer me ver com você, mas sabe, eu não entendo. Ela cansa de dizer que quer o meu bem, a minha felicidade, mas será que ela não vê que sou feliz com você?! - Não aguente e explodi em choro. - Falou que não tem futuro pra mim aqui no Canadá, mas eu sei que tem, e que é com você. Nunca amei nenhum cara até conhecer você Justin, e minha mãe sabe disse, porque já cansei de falar isso pra ela. Minha relação com ela estava tão boa, antes de eu vir pra, e eu juro que não sei o que aconteceu.

     Justin me puxou pra perto e me abraçou com força, ele não falou nada, talvez porque não soubesse o que falar ou porque simplesmente achou que fosse melhor assim, então ele só ficou com os ouvidos bem abertos e me deixou falar.

     Não contei qual eram os planos da minha mãe e nem que esse poderia ser nosso último dia juntos. Apenas falei tudo que me intrigava, contei como minha relação com a minha mãe mudou nos últimos anos e de como havia melhorado alguns meses antes de vir morar com a minha mãe. Talvez eu já tivesse tocado nesse assunto mas não importava.

     Depois que eu terminei de falar, e também já sem lágrimas para serem derramadas, beijei Justin com amor, um beijo apaixonado,como se fosse a única maneira de demonstrar o que eu sinto por ele.

    Demorou alguns instantes até que voltei a raciocinar que estava ficando tarde e que eu ainda queria visitar muitos lugares.
 SeuNome: Bom Justin, tem um último lugar que eu quero que você me leve, por favor. No parque, aquele que tem um lago lindo, que foi aonde você me pediu em namoro.
Justin: Seu pedido é uma ordem, minha princesa.

     Fui no banheiro lavar o rosto e retoquei a maquiagem, Justin apareceu de surpresa na porta dizendo que eu não precisava daquilo, de qualquer jeito eu era linda. Sorri pra ele, sem saber o que dizer. Logo terminei e saímos da casa em direção ao carro que estava a alguns poucos metros dali.

      A chuva tinha cessado e pequenas poças haviam se formado no jardim. Por um instante, observando as flores que pareciam recém plantadas, vivas e belas como nunca, por causa da chuva, lembrei que nem meus pais, nem minha avó havia me ligada durante todo o tempo que eu havia estado fora.

     Estranho, algo poderia ter acontecido, ou talvez minha avó havia quebrado essa pra mim, ocupando meus pais o dia todo para que eu pudesse aproveitá-lo com Justin.

     Ao entrar no carro, Justin, também comentou comigo sobre ninguém ter ligado pra ele a tarde toda, supondo que talvez nem tivessem sentido a sua falta em casa.

     No relógio faltava pouco para as cinco e meia da tarde, o que me fez pensar que Justin e eu poderíamos ficar até o pôr do sol no lago. Talvez tomaríamos um sorvete, compraríamos pipoca ou algodão doce, e passaríamos uma eternidade ali, juntos, jogando muita conversa fora e demostrando nosso amor a todas as pessoas que passassem por nós.

     Já de volta as ruas daquela cidade linda aonde eu vivi e estava vivendo os melhores dias da minha vida e havia conhecido o homem com quem eu sonhava em me casar, Justin estacionou o carro em frente ao parque que eu havia pedido que ele me levasse. Saí levando a minha bolsa, com um pequeno guarda-chuva dentro dela acaso voltasse a chover.

      Meu estômago deu sinal de que estava faltando combustível e eu pedi que Justin viesse comigo comprar uma pipoca. Ele quis pagar, não deixei. Entreguei o dinheiro, dizendo que o vendedor poderia ficar com o troco e saí entregando um saquinho de pipoca ao Justin, e segurando o outro. Sentamos e em questão de poucos minutos eu tinha comido toda a minha pipoca, Justin estava na metade e me olhou com uma cara de deboche.
Justin: Mas como assim você, já acabou? Sou sempre eu quem termina de comer antes! - disse ele soltando uma risadinha.
SeuNome: Para, é que eu estava com fome.
Justin: Poderíamos ter passado em algum outro lugar antes de vir pra cá para comermos algo, mas você não falou que estava com fome.
SeuNome: É que eu queria ver o por do sol aqui, com você.
Justin: Teria dado tempo.
SeuNome: Preferi não arriscar. Depois a gente passa em algum restaurante, sei lá.

    Depois de quase uma hora ali naquele lugar magnífico com Justin, as nuvens cinzentas de chuva haviam sumido e um sol grande e belo começou a se pôr, reluzindo raios amarelos e laranjados sobre o azul do lago. Eu já tinha esquecido de tirar mais fotos, mas quando vi aquele pôr do sol, lembrei na hora da minha câmera que estava na bolsa.

     Pedi que Justin tirasse algumas fotos comigo e também que tirasse fotos do sol, pois queria lembrar pra sempre daquele momento. Minha palavras não soaram bem e percebi que Justin ficou intrigado. Não querendo receber perguntas sobre o que eu tinha acabado de dizer, mudei rapidamente de assunto. O que, naquele momento, foi a pior coisa que eu podia ter feito.

     Meu celular começou a tocar. Era a Caitlin:
SeuNome: Alô?
Caitlin: Oi SeuNome. Está com algo marcado pra essa noite? - Pensei nos meus pais, mas logo percebi que era melhor dizer que estava livre e não ficar em casa.
SeuNome: Sim, estou.
Caitlin: Vou dar uma pequena festa aqui em casa. E quero que você venha, se puder claro. Ah, eu estou tentando ligar para o Justin, mas não chama. Você tem como avisá-lo?
SeuNome: Sim, ele está aqui comigo.
Caitlin: Então está ótimo, espero vocês dois aqui em casa, podem vir a partir das nove horas, ta bom? Beijos, até mais.
SeuNome: Até.

     Desliguei o telefone e olhei para o Justin, como uma cara que, expressava malícia:
SeuNome: Temos festinha!
Justin: Que ótimo. Na casa da Caitlin?
SeuNome: Isso. - Olhei no meu celular e vi que faltava pouco para as sete horas da noite. - Vamos indo?
Justin: Mas pude ouvir que é a partir das nove.
SeuNome: Esqueceu dos meu pais, Justin? Ainda tenho que falar com eles, e é melhor eu jantar em casa.
Justin: Você está certa. Vamos.

     Nos dirigimos até o carro e depois de uns vinte minutos Justin me deixou em casa, saí do carro, já podendo ver que minha mãe espiava pelo canto da janela, vou levar um sermão daqueles, pensei. Me despedi do Justin e antes de abrir a porta fiquei o olhando partir, respirei fundo e entrei em casa.


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Dependendo de como vocês reagirem, posto outro capítulo amanhã, tenho ele pronto.


1 de janeiro de 2013

✿ Capítulo 33 ~ The Love Always Wins


Like a phoenix


Para a minha sorte, quem abriu a porta foi a avó dela. Droga, porque eu estou tão nervoso? Era só o que eu sabia me perguntar naquele momento.

      Entramos, ela na frente e eu logo atrás, entrei cabisbaixo mas pude sentir os olhares em mim, não tinha outra alternativa a não ser encará-los e conversar com eles. Bom, eu poderia sair correndo mas a SeuNome jamais olharia na minha cara novamente.

      Os pais dela não eram nada fora do comum, o pai dela bem vestido de calça e camisa e a mãe com um vestido tradicional.

VocêON

     Entrei sorrindo e fui direto dar um abraço na minha mãe e logo depois um no meu pai que me surpreendeu sussurrando no meu ouvido: "Olá filha, me desculpe." apenas olhei pra ele e sorri.

    Então eu apresentei Justin a eles.
SeuNome: Mãe, pai... esse é Justin, Justin Bieber. Meu... namorado.
SuaMãe: Como?
SeuNome: Sim, mãe.
SuaMãe: Oh, ok. Muito prazer.

       Justin cumprimentou eles dois, sorriu pra minha mãe e apertou firme a mão do meu pai, que não se pronunciou sobre o assunto. Logo depois minha avó nos chamou para sentar a mesa que ela ia servir o almoço.

      Durante o almoço não houve muita conversa, nada mais do que as perguntas tradicionais de sempre e papos caretas com a minha avó.

     Justin pouco falou, só respondeu a algumas perguntas da minha mãe, do tipo: "Você trabalha?" "Mora sozinho?" e até ficou meio sem graça quando ela perguntou se ele fumava. Eu tive vontade de rir, mas isso não era possível naquele momento.

      Depois de todos terem almoçado e a minha mãe começar a recolher as coisas da mesa para lavar, subi com o Justin para o quarto, entrei fechei a porta e ele já foi falando.
Justin: Eles são legais.
SeuNome: Aparentam, só isso. - falei caindo na cama.

     Justin estava olhando pela janela e quando ouviu o barulho que a cama fez quando eu me joguei, olhou pra mim e sorriu. Veio se aproximando e deitou do meu lado.
Justin: Achei que eles fossem mais rígidos com você.
SeuNome: E eles são. Mas não na frente da minha avó.
Justin: Eu não consigo entender.
SeuNome: Então vou te contar uma história. Seguinte, quando eu era pequena eu não frequentei a escola.
Justin: Como assim?
SeuNome: Deixa eu falar. Eu tive professores particulares, porque minha mãe não queria que eu apreendesse "coisas erradas" como ela mesma diz. E quando eu estava concluindo a oitava, eu pedi pra ela me deixar frequentar a escola, tive uma discussão horrível com eles dois, até eles cederem. E então faz só 2 anos e meio que eu sei o que é uma escola.
Justin: Nossa.
SeuNome: Agora um assunto que você não deve gostar muito. Meus namorados. Eu só tive um antes de você, que eu namorei quase um ano, meio que por obrigação. Brad, ele é filho de uns amigos deles, ele até era bonitinho mas não era o meu tipo.
Justin: Você e ele...
SeuNome: Não Justin.
Justin: Então sua primeira vez foi comigo?
SeuNome: Foi. - falei um pouco constrangida.

     Justin ficou em silêncio por um momento e depois me deu um beijo, um beijo quente, com amor. Então ele me olhou, bem de perto, olhou fundo nos meus olhos e depois para a minha boca, sorriu e voltou a me beijar.

      Ele é um cara perfeito, sabe como tratar uma garota. Me entende e ele vê quando preciso ficar sozinha ou quando apenas deve me abraçar, sabe usar as palavras quando eu preciso de um conselho mas também sabe ficar quieto nas horas certas. Ele é bem mais que um namorado, ele também consegue ser meu melhor amigo.

      Justin é um anjo. E agora, em pouco tempo, eu não vejo mais a minha vida sem ele.

      Alguém bateu na porta, o que interrompeu meus pensamentos e o nosso beijo. Demorei pra ir abrir, e Justin se levantou e sentou na cama, era a minha mãe.
SuaMãe: Filha, eu... Oh, achei que você estivesse sozinha.
SeuNome: Não, eu...
Justin: Não, sem problemas eu já estou de saída.

     Minha mãe entrou e Justin veio se dirigindo até a porta, me deu um beijo e eu sussurrei que depois ligaria pra ele.

     Me virei e minha mãe estava sentada na cama.
SuaMãe: Filha, senta aqui quero conversar com você.

     Sentei, já sabendo o que ela queria conversar comigo: Justin.
SuaMãe: Filha, esse rapaz, como você o conheceu.
SeuNome: Eu o conheci na escola.
SuaMãe: E a família dele, você já conheceu.
SeuNome: Sim.
SuaMãe: E eles são, assim, bem financeiramente?
SeuNome: É só nisso que você pensa né mãe. - me levantei da cama e fui até a janela, de lá pude ver Justin entrando no carro dele. - No dinheiro, porque hein? Porque uma vez na sua vida você não para pra pensar nas coisas boas dela, tipo o amor mãe. E sim, eu o amo, e eu vou ficar com ele, eu não vou voltar a morar com vocês, pra ficarem me reprimindo, a não ser que as coisas mudem. Eu cansei mãe, você me tratam como uma criança de 3 anos.
SuaMãe: Olha como você está falando com a sua mãe, é por isso que não gosto de ver você andando com esse tipo de gente.
SeuNome: O jeito como eu estou agindo agora não tem nada a ver com o Justin, ao contrário, é com ele que eu sou feliz mãe. - Não pude aguentar e comecei a chorar, sai da janela e voltei a sentar na cama perto dela. - Eu quero ficar com ele mãe, me entende.
SuaMãe: Você tem que compreender SeuNome, que ele não é pra você, olha o jeito como ele se veste, roupas de segunda linha, e aposto que se você continuar com ele, ele vai acabar engravidando você e depois vai te deixar, você só ta pensando no agora, mas e depois? Vai trabalhar em uma lanchonete qualquer como garçonete? Vai morar em uma casa comum, talvez nem carro você vai ter e não foi pra uma vida assim que eu criei você. Não se deixe iludir por um garotinho bonito e romântico. Eu sou mais experiente que você, e está dito, você vai voltar com nós, e deixar essa paixão canadense sua aqui.

      Eu amava a minha mãe, mas ela estava passando dos limites.
SeuNome: Mãe, ele não é assim.

     E foi a única coisa que eu consegui falar entre os soluços do meu choro, ela apenas mandou eu já começar a arrumar as minhas coisas, e que nós partiríamos amanhã cedo. Saiu e fechou a porta.

    "NÃO! NÃO! NÃO!" Era tudo que eu conseguia pensar comigo mesma, eu não queria ter de terminar com Justin, isso não estava nos meus planos, nunca esteve, mas agora... Agora talvez fosse preciso, talvez... NÃO! Sem talvez, ele não era e nunca vai ser como a minha descreveu, ele não pode ser assim. Mas e se ele for? Eu não tinha parado pra pensar nisso.

     Eu estava confusa, as palavras da minha mãe mexeram comigo. Mas não, eu sabia exatamente como Justin era, e nada que ela falasse iria mudar isso.

     Eu tentei então pensar em um jeito, qualquer coisa que me fizesse ficar, ou até o que falar para mudar nisso, mas nada seria convincente o bastante. Eu não tinha alternativa.

     Pensei comigo mesma de que já estava perto dos meus 18 anos e quando os fizesse seria dona do meu próprio nariz, talvez eu pudesse voltar e reencontrar ele, e irmos para a faculdade juntos e dai pro resto das nossas vidas.

     Talvez eu estivesse exagerando, ou não. Só sabia que nunca estive tão confusa e indecisa antes. Parei de chorar, liguei meu computador e coloquei uma música. Eu sabia o que fazer e ia fazer agora. Comecei a arrumar as minhas coisas, e em menos de 2 horas estava tudo pronto.

      No relógio apontava pouco para as três horas. Eu troquei a minha roupa e me maquiei, soltei meu cabelo e liguei para o Justin. Não pretendia contar nada do que conversei com a minha mãe a ele.

JustinON

     Sai da casa da SeuNome e fui dar uma volta de carro. Logo que cheguei em casa minha mãe percebeu que eu não estava muito bem, então resolvi contar a ela o que estava acontecendo.

     Ela simplesmente falou pra mim deixar nas mãos de Deus. Minha mãe sabia muito bem o que eu sentia pela SeuNome, e que eu ficaria muito mal se a perdesse. Eu não queria isso, e tenho certeza que a SeuNome também não.

    Depois de um bom tempo no meu quarto pensando sobre isso, meu celular tocou e era ela, a mulher da minha vida.
Justin: Oi meu amor.
SeuNome: Oi, você pode vir aqui em casa.
Justin: Claro, não é nenhum dos seus pais querendo falar comigo né?
SeuNome: Não, na verdade, eu quero que você passe aqui apenas para me pegar, quero sair daqui.
Justin: Sim, já estou indo ai.
SeuNome: Ok, eu te espero. Beijo. Eu te amo.
Justin: Eu também amo você.

     Levantei da minha cama, tomei um banho super rápido, troquei de roupa, passei o meu perfume  que a seu nome adora, dei um beijo na minha mãe e sai.

     Parei o carro em frente a casa da SeuNome e dei um toque no celular dela. A vi abrir a porta da casa dela, linda, como sempre. Ela abriu a porta do carro e entrou, dei um beijo nela e depois ela veio cheirar o meu pescoço.
SeuNome: Hum, eu adoro esse perfume.
Justin: Aonde você quer ir? - disse dando partida no carro.
SeuNome: Primeiro, eu quero ir aquele café que você me levou o dia que falou que tava apaixonado por mim.
Justin: Me sinto um idiota. - ele falou dando risada.
SeuNome: Porque?
Justin: Porque eu levei você pra tomar um café, ao invés de um café. Eu podia ter esperado um pouco mais pra ter falado aquilo pra você.
SeuNome: Não tem nada a ver de qualquer jeito, aquilo foi lindo ta?
Justin: Não adianta eu sei que aquilo foi ridículo.
SeuNome: Não foi, para seu bobo. Olha só o que eu trouxe. - ela falou tirando da bolsa uma máquina fotográfica polaroid. - é pra nós tirarmos algumas fotos.

      Depois de alguns minutos nós estávamos no café. Ela pediu um cappuccino e eu apenas uma água. Ela ficava tirando fotos minhas e de nós dois juntos, e como a máquina as revela na hora, ela guardava todas na bolsa.

      Eu não estava entendendo nada, mas ela estava feliz e ver ela feliz, me deixava feliz também, ia ser uma tarde ótima.
Justin: Aonde você quer ir depois?
SeuNome: Naquela casa dos seus avós, que você me levou lembra? Eu amei aquele lugar.
Justin: Tudo bem, hoje é você quem manda.

      Saímos da cafeteria e fomos em direção ao carro.

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Obrigada de verdade a vocês que mesmo depois do tempão que eu fiquei sem postar não me abandonaram. (':
Então ta aí, um capítulo bem grande. Obrigada mesmo!
E sobre o nome do capítulo eu quero dizer o mesmo que "renascer das cinzas".

ATUALIZADO: Gente eu vou na minha avó com a Tati, e nós duas voltamos no domingo, então até lá não vai haver capítulos novos. Desculpem, mas tenho que aproveitar as minhas férias um pouco. Fica a dica. kk Beijo!

29 de dezembro de 2012

¤ Capítulo 30 - Breaking Barriers / 4ªTemp.




Diga adeus ou não 
diga nada





JustinON

Justin: Então vem comigo?

      Disse sem pensar. Apesar de já ter pensado várias vezes sobre esse assunto. Sabia da importância de ter um pai por perto como ninguém. Sabia também que ter uma mãe sempre por perto era o certo, mas não teria outro jeito de ele crescer com isso se ela não aceitasse vir comigo.

      Passei os próximos segundos esperando alguma resposta, ou qualquer sinal que me desse esperança de que ela iria comigo. Esperar sempre era assim: agonia a flor da pele. Mas nada, ela não reagiu e nem falou absolutamente nada.

      Escutava a respiração dela, acelerada e em um ritmo musical. Ela levantou o olhar fixando-o no céu.
Você: Quero o melhor para o Charlie.
Justin: Então venha comigo?
Você: Porque você não fica?
Justin: Seria complicado demais.
Você: Para mim também é complicado, não posso largar tudo aqui e simplesmente ir embora.
Justin: Mas serão só alguns meses, depois você volta fica umas duas semanas por aqui e assim vai.
Você: Estou confusa.

      Ela me deu um sinal com a cabeça me mostrando que David vinha em nossa direção. Entendi na hora que era por causa do assunto. Ele vinha meio tenso, percebi.
David: Precisamos conversar, SeuNome.

      Ela olhou para mim.
Justin: Sem problemas - disse, seriamente.

      Então só vi eles se afastarem dali. Não gostava de ficar sozinho, mas isso não era uma opção no momento. Fui até minha avó e Charlie que ainda estavam no jardim olhando para aonde ia a tal borboleta.

      Minha avó deu uma olhada ao meu redor, já sabia o que ela iria me perguntar.
Vovó: Aonde esta a SeuNome?
Justin: Com o David.
Vovó: Com quem?
Justin: Com o namorado dela, aquele garoto que saiu da casa dela antes.
Vovó: Ah, sim.

      Ela se virou para Charlie novamente e começou a conversar com ele, afinando a voz como a maioria dos adultos vazia a se dirigir a palavra a alguma criança. Era engraçado.

      Meu celular começou a vibrar em meu bolso, era minha mãe.
Justin: Que?
Mãe: Justin? É você?
Justin: Não, é o Obama.
Mãe: Para de brincadeira, preciso combinar com você a data dos eventos do próximo mês.
Justin: Agora?
Mãe: Sim, precisa confirmar a presença.
Justin: Está bem, daqui a pouco estou ai.

      Minha avó me olhou com os olhos arregalados.
Vovó: Não da para ser depois?
Justin: Na verdade, não. Mas depois eu volto busca-la, fique ai com Charlie.
Vovó: Ótimo.

      Ela balançou a cabeça concordando mais uma vez comigo. Sabia que não conseguiria levar ela para casa comigo tão cedo. Quem dirá levar a SeuNome comigo.



VocêON


      Respirei fundo ao escutar aquele ""vem comigo"". Parecia ser duas pessoas, uma dizia que "não tinha cabimento eu aceitar algo como isso" e a outra apenas pularia nos braços dele e iria junto para aonde ele fosse.

      Estar dividida era uma qualidade própria de mim. Mas nem sempre foi tão diferente e distintas as minhas opiniões, só piorou com o tempo. Enquanto eu me perdia em pensamentos ele esperava alguma resposta vinda de mim, garanto.

      Conversamos por algum tempo, mas não disse nem que sim e nem que não. Realmente não acreditava que fosse possível, mas se fosse o caso faria de tudo para que desse certo. Charlie merecia ter uma família. Nem eu e nem Justin tinha tido os pais morando junto, sabíamos mais que todo mundo como isso era ruim.

      Foi quando David chegou com uma cara de quem não estava tão feliz assim. Não achei que fosse por causa de eu estar falando com Justin, até acho que isso não afetava mais ele.

      Ficamos do outro lado do jardim aonde sentávamos quase todas as vezes em que ele vinha aqui em casa. Mas ele ficava enrolando, falando sobre qualquer coisa fazendo com que o tempo fosse passando. A tarde rapidamente chegou ao fim e ele me surpreendeu conseguindo tocar no assunto que queria falar comigo.

David: Queria ter outro motivo para isso, mas eu não tenho.
Você: Motivo para que?
David: Para terminarmos.
Você: Como assim? Porque? Fiz algo errado?
David: Não, fui eu que fiz. Namorar com alguém que ama outra pessoa, é bem a minha cara mesmo. Você vai negar, mas não precisa. Se até eu to admitindo que vocês se amam, você não tem nem o direito de negar.
Você: Não vou negar, não desta vez. 
David: Que bom, porque seria horrível se você quisesse discutir sobre esse assunto. Amigos?
Você: Sempre.
David: Não tava mais dando certo, SeuNome. Me desculpa se eu demorei demais para criar coragem e vir falar com você sobre isso... 
Você: Capaz - fui em direção a ele para abraçá-lo.

      Foi um tanto quanto demorado nosso abraço. Não era bem uma despedida, mas enfim. Ele logo me disse que desejava tudo de bom para nós e se foi. Sabia que ele realmente era um bom rapaz, por isso também sabia que por mais difícil que fosse ele sempre fazia a coisa certa.



JustinON


      Quando voltei para buscar minha avó estava quase escuro, minha mãe mal tinha me deixado respirar com tantas perguntas. E eu com a cabeça longe, pensando em como eu ia vê-los se eles não estivessem comigo.
      
      Não era ruim viajar pelo mundo todo. Só seria ruim se eu pudesse estar em qualquer lugar do mundo, sendo que não poderia estar do lado do meu filho.

      Foi quando eu vi ela vindo, sorridente. Tem coisa mais doce que alguém te cativando o tempo todo? Ir minando aos poucos sua defesa própria. Tem coisa mais forte que alguém te invadindo aos poucos? 
Você: Será que não vai enjoar de me ver todos os dias?

      Paralisei.
Justin: Nunca, jamais. Então você...
Você: Sim.

      Ele se jogou em meu braços, apertei-a me sentindo o cara mais feliz deste mundo por ter a certeza de que não ficaria longe da minha família.


      Porque era ali que ela queria estar. Queria, porque deveria. Porque eram seus braços que à aconchegavam, era aquele abraço forte que à mantinha viva, porque ela tinha um coração. Mas ela precisava de outros elementos sem ser sangue pra que ele continuasse batendo.
      

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ACABOU!!! :((

Gostaria muito que todos que leram 
deixassem a sua opinião sobre 
o que acharam dessa temporada

Enfim, amoressssss
estão animadas para a 5ª temp????
Eu trabalhando nas ideias para ela ha um tempão já!!!!


Bem Vindas leitoras novasssssssss!!!!
Quem quiser que eu avise cada vez que eu posto um novo capítulo
deixa o user aqui. 
Comentem & marquem!!!!

Beijos da Tati amores meus
~~

22 de dezembro de 2012

¤ Capítulo 29 - Breaking Barriers / 4ªTemp.



Charlie




JustinON

     A mãe da SeuNome pensou e logo me respondeu.
Ela: Está ali no quintal com o David.

     Com o David? Será que eles... Engoli em seco, paralisado.
Ela: Quer que eu chame ela?
Justin: Não, não precisa.

     A campainha tocou, e a mãe da SeuNome foi até ela e recebeu um cara de uns 45 anos com o maior sorriso do mundo. Cumprimentei-o e eles foram até a cozinha que ficava ao lado da sala.

      Fiquei por um tempo concentrado em apenas uma coisa: ouvir. Tentava ouvir o que eles conversavam mas apenas conseguia vê-los claramente. Não conhecia aquele senhor, mas pelo jeito era um grande amigo da família.

      Passou pela minha cabeça ir embora antes de que SeuNome pudesse ver que estive ali em sua casa, mas logo desisti. Minha avó parecia ter se apaixonado por Charlie e duvido muito que ela gostaria que eu dissesse que precisávamos ir.


      Pensei em qualquer desculpa esfarrapada que eu pudesse usar apenas para ir embora sem que ela ficasse brava ou tivesse alguma reação parecida a respeito de minha atitude, mas nada, não consegui pensar em nenhuma.

      Charlie era tudo. Era amor, era paixão, era carisma, era paciência, era brincadeira, mas também era seriedade. Mas acima de tudo era meu filho. E minha avó podia até entender e aceitar que estava na hora de irmos embora mas eu não aceitaria.

      Deixar meu filho? Não, não era uma opção. Mesmo que pra isso eu tivesse que ficar ali e ver quando a SeuNome entrou com o David na cozinha e eles se beijaram. Não importava o quão fosse importante isso pra mim, e até doloroso, mas meu filho era muito mais.

      Ah, porque? O que ela viu nesse cara? Por mais que eu fingisse que estava bem e sentisse que ele não era um cara ruim, eu ainda não entendia os motivos para ela estar com ele. 

      Até cheguei a pensar que era para me fazer ciumes, mas ela nem sabia que eu estava aqui, como ela iria planejar aquela cena toda só para que eu ficasse assim... cheio de ciumes.

      Brinquei com os meus pensamentos, tentando focar minha mente para qualquer outra direção. Nada. Era isso que me ajudava a mudar meu foco no momento: nada. Ela ocupava tanto assim os meus pensamentos?

      Deve ser apenas um sintoma do ciumes. Mas quem estava com ciumes? Eu? Eu não estava com porra nenhuma. Ela só beijou o namorado dela, só isso. E pra falar a verdade eu nem queria ocupar o lugar dele... mentira.

      Como podia ser tão confuso ver ele se despedindo dela com beijo e senti-lá tocando os meu lábios com aqueles seus lábios carnudos e macios? Como? Eu estava ficando maluco, só pode.

      Ele logo se despediu de todos e passou pela porta que dividia a sala da cozinha, por um instante achei que ele fosse me dizer algo, mas logo percebi que não diria nada. Ela saiu e fechou a porta.

      Olhei novamente para a direção aonde estava SeuNome e vi sua face branquear ao dizer alguma coisa, e com passas largos e rápidos ela passou pela porta da sala. Achei que ela iria me ver de cara, mas não.

      Ela parou dois passos depois da porta e sorrio, olhando para minha avó e Charlie, que estavam sentados no outro sofá, do lado da porta de saída da casa.
Você: Ele gosta de você.
Avó: Ou da minha chave.

      Ela e minha avó riram. Foi nessa hora que ela se virou,  apenas o rosto, e me viu olhando para ela.
Justin: Trouxe minha avó para conhecer o netinho dela.

      Ela continua me olhando com os olhos semi-cerrados e cruzando os braços em um posição mais ereta. 
Você: Ah sim.

      Esperava um comentário do tipo "Nossa que boa surpresa!" ou "Que saudades e foi muito bom ter trazido sua avó para conhecer Charlie!" ou até "Amo você e você será sempre bem vindo aqui!" mas nada.

      Minha avó percebendo que o clima estava meio tenso começou a fazer perguntas sobre Charlie. Sobre o que ele gostava, como ele reagia sobre algumas situações, que barulhos ele tinha se interessado, e tal.

      SeuNome ficava respondendo as perguntas de minha avó normalmente, mesmo assim notei que havia algo diferente nela, algo no jeito dela falar do Charlie. Gostava dessa mudança.

Avó: Ele gosta de ar fresco?
Você: Ele adora, levo ele todos os dias ali fora.



VocêON


      Depois da série de perguntas que podem ser resumidas em uma entrevista feita sobra Charlie, a avó de Justin, que era uma senhora muito querida e bem humilde quis levar ele dar uma volta lá fora, já que ele gostava muito de ar fresco.

      Ela se divertia com Charlie em seu colo e levantando ele, e brincando com ele, fazendo ele rir e rindo junto. Entendia ela, minha mãe tinha feito quase a mesma coisa desde que ela o conheceu. Charlie tem as melhores avós do mundo, com toda a certeza.

      Ela foi com ele até o jardim, mostrando as flores e até uma borboleta que estava por lá para Charlie. Ele podia ser pequeninho ainda, mas era inteligente desde agora. E curioso também, e muito.

      Justin que vinha logo atrás de mim, no entanto, estava quieto como nunca tinha visto. Ele simplesmente mal tinha falado algumas palavras, era estranho ele reagir assim.

      Pensei em puxar assunto, mas ele parecia não querer conversar sobre o tempo o sobre como as nuvens do céu estranhamente não formavam nenhuma figura neste momento. Certamente não queria conversar sobre o tempo.

      Mas ele também não estava com cara de quem não queria conversar, ficar ali olhando a avó dele com Charlie e sem conversar comigo que estava a poucos paços ao lado dele estava me constrangendo.
Justin: Precisamos conversar.
Você: Sobre o que?
Justin: Sobre Charlie.

      Me virei, encarando-o sem entender.
Justin: Eu teria saído da cidade se não fosse minha avó bater o carro em uma árvore.
Você: Qual avó? Essa?
Justin: Sim, mas mantenho o foco. E não ela não se machucou, mal arranhou a traseira do carro, foi só um susto. - disse ele, sério e com as mãos nos bolsos da frente de sua calça jeans.
Você: Que bom que não aconteceu nada de ruim, mas o que você dizia...?
Justin: Que eu teria saído da cidade sem nem me despedir de Charlie e me afastado dele por quase 3 meses. E eu vou, eu acho. Porque minha mãe vai remarcar tudo o que atrasou.
Você: Isso é um problema.
Justin: É sim, não quero que ele cresça sem um pai. 
Você: Mas você não pensa em tirar a guarda dele de mim, não é?
Justin: Você vai me proibir de ver ele?
Você: Nunca faria isso.
Justin: Nunca tiraria Charlie de você - ele demorou um pouco, olhando para Charlie e completou - Se ele precisa de um pai, ele precisa ainda mais de uma mãe.

      Fiquei sem saber o que fazer, sem ter o que falar. Era tão cruel saber que ele iria embora sempre. Sempre teria essas despedidas e era disso que eu tinha medo. Amar uma pessoa que sempre te deixa. Era demais para mim, demais para a minha vida. Nunca daria certo.
Justin: Quero o melhor para ele, SeuNome.
Você: Eu também, Justin.

      Ele me olhou ainda sério, conseguia me ver refletida em seus olhos que eu podia jurar que ali havia quase um brilho diferente naquele olhar com cor de mel.
Justin: Então vem comigo?
      

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O MUNDO NÃO ACABOU!!!

Pois é, também achei que não iria terminar.
Mas não posso negar que sempre tinha 
aquela dúvida de "vai que acaba tudo mesmo?"
Mas agora só restou a pergunta: 
"Qual será a próxima data que vão inventar para o mundo acabar?"

Enfim, amoressssss
estão animadas para o lançamento 
de Believe Acoustic em janeiro?????
Eu estou tão ansiosa, vocês não tem noção.


Bem Vindas leitoras novasssssssss!!!!
Quem quiser que eu avise cada vez que eu posto um novo capítulo
deixa o user aqui. 
Comentem & marquem!!!!

Beijos da Tati amores meus
~~

17 de dezembro de 2012

¤ Capítulo 28 - Breaking Barriers / 4ªTemp.



“Hora Errada”




VocêON

     Terminei de temperar a salada e coloquei-a na mesa, e fui até o quintal na parte de trás da casa. Não sabia o que fazer, e nem o que esperar dessa tal visita. Queria não estar nesta situação, mas não tinha outro jeito.

     As flores do quintal soltavam aquele agradável aroma pelo local, como era primavera, quase verão, todas as flores estavam florescidas e saudáveis. Sem ter que lidar com o frio do inverno e nem com a queda de suas folhas com o outono, a árvore que ficava no centro estava cheia de frutos.

     Enquanto eu reparava que alguém tinha pintado a cerca pequena que havia na divisa do terreno, com um branco que de longe dava a impressão de ser um azul quase anil, as visitas deveriam estar quase na sala já.

     Daqui a alguns minutos minha mãe daria conta de que eu não estava mais a cozinha, mas isso não faz diferença. Para a minha surpresa neste mesmo instante escutei alguém abrir a porta, que rangeu, dando acesso ao quintal.

     Quando me virei, era o David, para o meu grande alívio. Literalmente.
David: Bom Dia, SeuNome!
Você: Olá David!
David: Porque esta aqui fora?
Você: Apenas pegando um ar.
David: Também gosto de lugares abertos, é bom pra pensar...
Você: Ando precisando bastante de um lugar bom para pensar.
David: Algo te preocupando?
Você: Acho que não exatamente, ou sim... na verdade é por isso que eu tenho que pensar.
David: Ah entendi.

     A campainha tocou novamente.

Você: Minha mãe disse alguma coisa?
David: Algo sobre querer que você esteja com ela quando não sei quem chegar.
Você: Já imaginada.
     Fui me encaminhando até mais perto da porta, onde David estava.
Você: Vamos obedecer a Senhora SeuSobrenome.
David: Se der depois eu gostaria de falar com você.

     Assenti e continuamos. Quando entrei tive uma ideia, então agarrei a mão de David. Eu e ele ainda namorávamos, eu acho. Imaginei que talvez fosse esse o assunto do qual ele queria falar comigo, mas depois nós resolveríamos isso.

     Fomos de mãos dadas até a cozinha, onde estavam sentados à mesa. Vi o amigo de meu pai, mas não estava com o seu filho. Encarei minha mãe que logo foi me apresentando.
Mãe: Essa é minha filha.
Você: Oi, tudo bem?

     O amigo de meu pai me analisou por um instante e depois respondeu a minha pergunta sorridente.
Cara: Então está é sua filha, SeuPai?
Pai: Ela mesma, e está atrasada já começamos a comer filha.
Cara: Melhor atrasada do que não presente, como o meu filho. Mas devo dizer que ele está perdendo um almoço e tanto.
Mãe: Que bom que está gostando, espero que ele possa vir em outra ocasião.
Pai: E você David, não quer almoçar conosco?
David: Na verdade, eu preciso ir. Minha tia estava terminando o almoço quando eu sai, deve estar pronto já.
Você: Deixa que eu te levo até a porta.
David: Não precisa, eu sei o caminho tá SeuNome.

     Dei um beijo nele, no começo achei que ele não fosse corresponder, mas me enganei.
David: Vou levar minha tia em uma amiga dela, mas quando eu voltar eu venho aqui, pode ser?
Você: Claro, ótimo, não tenho nada pra fazer de tarde.
David: Então eu vou, bom almoço pra vocês – ele olhos para todos na mesa.

     Todos responderam. Vi ele passar pela porta da sala e só escutei por fim ele abrir e fechar a porta da frente da casa. Por um segundo achei que tudo estivesse normal, até notar que Charlie não estava ali.
Você: Cadê o Charlie?
Mãe: Está ali na sala.
Você: Como você o deixa sozinho?

     Me dirigi rapidamente até a porta que dava acesso a sala, indignada.
Mãe: Mas ele não esta sozinho.

     Quando cheguei na porta, vi Charlie no colo de uma senhora que não tinha mais de 55 anos. Olhei como o Charlie estava colocado em seu colo, todo feliz, sorrindo e mostrando aquela boquinha sem nenhum dente, ele estava entretido na chave que a mulher tinha nas mãos. Ele ria cada vez que ela balançava a chave.
Você: Ele gosta de você.
Senhora: Ou da minha chave. – ela riu.

     Ri e fiquei olhando-a. Ela tinha algo familiar, mas não conseguia distinguir o que seria. De repente olhei para o lado e vi Justin sentado no sofá que ficava mais escondido e de frente para a cozinha. Vendo minha cara de espanto, ele sorriu.
Justin: Trouxe minha avó para conhecer o netinho dela.
Você: Ah sim.


JustinON

     Quando chegamos à frente da casa dela, confesso que estava nervoso. Mas já que estava ali por um bom motivo, não tinha nem o porquê de ficar nervoso. Não mesmo.

     Estava jurando que quem iria atender a porta seria ela, mas não. Foi melhor ter sido a mãe dela, que pelo menos não bateu a porta na minha cara, digamos assim.

     Ela entendeu o desejo de minha avó em conhecer o Charlie, até porque ela também era avó. Charlie com suas duas semanas fora do hospital, achava tudo novo, e mal abria os olhinhos.

     Estava morrendo de saudades dele, ele agora era tudo para mim. Simplesmente, tudo. Ser pai é tão bom, ter o Charlie como meu filho é a melhor sensação do mundo. Quero ficar junto à ele, ver ele crescer, estar com ele para ensiná-lo a caminha e mais tarde... a andar de bicicleta, sem esquecer do futebol, claro.

     Minha avó ficou tão feliz ao pegá-lo no colo. Era o primeiro neto dela. E pela minha parte, não sei se viriam mais netinhos. Não sou tão bom assim em ser pai, mas posso melhorar muito e mudar de ideia.
Vovó: Ele é tão lindo!
Justin: Parecido comigo não é?
Vovó: Sim, o nariz dele é seu, com toda a certeza. Queria comparar ele com a mãe...
Justin: Aonde está a SeuNome?

     A mãe da SeuNome pensou e logo me respondeu.
Ela: Está ali no quintal com o David.

     Com o David? Será que ele... ainda tão juntos? Era só o que me faltava, não acredito. Não mesmo.
Ela: Quer que eu chame ela?
Justin: Não, não precisa.

     A campainha tocou, e a mãe da SeuNome foi até ela e recebeu um cara de uns 45 anos com o maior sorriso do mundo. Cumprimentei-o e eles foram até a cozinha que ficava ao lado da sala.




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Não chorem, por favor...

Nem vai dar tempo de chorar com o fim dessa temporada...
Preciso me apreçar para terminá-la
porque a próxima vai ter uma surpresa...
e não gosto de guardar surpresas por muito tempo
sdjkhsjkhskas
Enfim, sabe a minha prova de sexta?
Eu fui muito bem nela!!!!
Obrigada pela sorte que você me deram poxa, sério!


Bem Vindas leitoras novasssssssss!!!!
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